Geraldo Resende pede apoio do Ministério Público Federal para implantar SAMU Indígena em Dourados

Geraldo Resende discute prioridades da saúde com comunidades indígenas de Dourados.

O deputado federal Geraldo Resende está solicitando o poio do Ministério Público Federal para acelerar a implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) Indígena na Reserva Indígena de Dourados. O parlamentar, que há mais de dois anos trabalha pela efetivação desse serviço essencial, enviou um ofício ao procurador Marco Antônio Delfino de Almeida, pedindo providências para que a base do SAMU Indígena seja implantada o mais breve possível.

Na semana passada, Geraldo Resende reuniu-se com o novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Brasília, reforçando o pedido de implantação desse serviço, bem como de construção de duas Unidades Básicas de Saúde (UBS) nas aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados. O parlamentar relatou ao ministro, as idas e vindas do projeto, desde quando foi secretário estadual de Saúde, entre os anos de 2019 e 2022.

Segundo Geraldo Resende, a viabilização do SAMU Indígena na Reserva Indígena de Dourados, projetada para ser um modelo para todo o país, já enfrentou diversos entraves administrativos e burocráticos. Ele lembra que durante a gestão do ex-prefeito Alan Guedes, um veículo que havia sido destinado para esse serviço foi utilizado para outra finalidade.

No entanto, apesar desse contratempo, o deputado conseguiu convencer a Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) e a Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAE), responsáveis pelo SAMU no Ministério da Saúde, a destinarem uma ambulância específica para o atendimento na reserva indígena. Atualmente, esse veículo encontra-se parado no pátio da Representação do Ministério da Saúde em Campo Grande, sem uso.

“Além da ambulância, chegamos a desenvolver a identidade visual do SAMU Indígena, preparando tudo para o lançamento. Porém, houve um recuo da administração anterior do município e da Missão Evangélica Caiuá, que retirou seu apoio por não ter sido contemplada na gestão da saúde indígena no Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul”, explica o deputado.

Com a posse do novo prefeito Marçal Filho e do novo secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, a luta foi retomada. Técnicos do Ministério da Saúde visitaram Dourados três vezes no último ano para tratar do tema e, recentemente, estipularam um prazo para que a prefeitura manifestasse seu interesse na implantação do serviço. A resposta do município veio no último dia 14 de março, solicitando um prazo de 180 dias para viabilizar a instalação do SAMU Indígena.

Para Geraldo Resende, esse prazo é excessivo. “A Missão Evangélica Caiuá manifestou novamente interesse em ceder espaço para a base. Não há justificativa para um prazo tão longo. Em 60 a 90 dias, é possível concluir todo o processo e garantir um serviço vital para os mais de 25 mil indígenas da reserva”, argumenta.

Agora, o parlamentar pede a intervenção do Ministério Público Federal para destravar as pendências e garantir que o SAMU Indígena seja implantado em um prazo mais curto. “Os indígenas da Reserva de Dourados precisam desse serviço com urgência. Eles não podem mais esperar”, conclui Geraldo Resende.

A expectativa é de que o Ministério Público Federal avalie a solicitação e adote medidas para garantir a concretização dessa iniciativa fundamental para a comunidade indígena de Dourados.

Anterior
Anterior

Campo Grande e Ponta Porã recebem novas viaturas do SAMU na semana que vem. Ao todo, 30 ambulâncias têm assinatura do deputado Geraldo Resende

Próximo
Próximo

Deputado federal Geraldo Resende alerta 32 municípios que podem perder recursos do Ministério da Saúde; Prazo é até dia 15 de abril