Geraldo Resende articula investimentos para enfrentar falta de água em aldeias indígenas de Antônio João

Reunião realizada na prefeitura de Antônio João contou com representantes da Itaipu, DSEI-MS,

Estudo técnico encaminhado ao deputado aponta necessidade de aproximadamente R$ 7,6 milhões para garantir abastecimento de água aos indígenas da Terra Ñande Ru Marangatu

A falta de infraestrutura hídrica nas aldeias indígenas da Terra Ñande Ru Marangatu, em Antônio João, passou a ser uma das prioridades no mandato do deputado federal Geraldo Resende (PSDB-MS), que cumpriu agenda no município, na última segunda-feira (16), para avançar na articulação de investimentos e soluções voltadas à garantia do abastecimento de água às comunidades indígenas da região sul do Estado.

O parlamentar esteve acompanhado por representantes da Itaipu Binacional e do Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI/MS), incluindo o gestor do Programa de Sustentabilidade Indígena, Paulo Porto, e João Ferraz, além do coordenador substituto do DSEI/MS, Genilson Duarte, do engenheiro civil Rafael Ceccim e de Marcos Alves, da chefia do SESANI (Seção de Saneamento Ambiental).

Deputado federal Geraldo Resende se reuniu com lideranças locais das aldeias indígenas.

A área visitada abrange as aldeias Casa Branca, Cedro, Estrelinha, Fronteira, Itaquiraí, Piquiri, Primavera II, Soberania, Cerro Marangatu, Campestre e Bananal. Das 11 comunidades, apenas a aldeia Campestre possui sistema estruturado de abastecimento de água. Nas demais, o fornecimento é realizado de forma precária, por meio de caminhão-pipa e armazenamento em reservatórios improvisados com capacidade média de 500 litros.

A demanda, segundo Geraldo Resende, chegou até ele por meio da própria comunidade, que relatou as dificuldades enfrentadas no acesso à água potável e a necessidade de implantação de sistemas estruturados de abastecimento. “Fui procurado pelos moradores, que relataram a situação do abastecimento de água. A partir disso, busquei o presidente da Itaipu Binacional, Enio Verri. Estamos aqui com o compromisso de encontrar uma solução para esse problema”, afirmou durante a visita.

Geraldo Resende conversou com moradores sobre a falta de abastecimento de água.

Articulação em Brasília

Em resposta à solicitação do parlamentar feita em Brasília, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), encaminhou estudo técnico elaborado no dia 23 de fevereiro deste ano.

A grande extensão territorial das áreas e a baixa densidade populacional, conforme aponta o estudo, tornam a logística de abastecimento mais complexa, dificultando tanto a elaboração de projetos individualizados quanto a manutenção do fornecimento contínuo por meio de caminhão-pipa, especialmente em razão das condições de acesso e da topografia local.

O documento também evidencia a necessidade de implantação de sistemas completos de abastecimento em cada aldeia, incluindo a perfuração de poços, instalação de reservatórios com capacidade entre 10 e 80 metros cúbicos, sistemas de tratamento de água e redes de distribuição com ligações domiciliares.

Para as aldeias do Polo Base de Antônio João, o valor estimado para investimentos em sistemas de abastecimento de água potável é de R$ 7.674.300,00, conforme o levantamento técnico. O montante considera a implantação da estrutura básica necessária para atender todas as comunidades da região.

A demanda por melhorias no abastecimento foi construída a partir de articulação direta do deputado com o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, com foco na inclusão das aldeias em projetos estruturantes de saneamento e segurança hídrica. Eles estiveram reunidos em 24 de fevereiro, no escritório executivo da Itaipu Binacional em Brasília.

“Estamos trabalhando para garantir água de qualidade para essas comunidades, que hoje enfrentam dificuldades no abastecimento. Esse é um direito básico e uma questão de saúde pública. Nosso compromisso é viabilizar os investimentos e acelerar a implantação dessas estruturas”, afirmou o deputado.

A ampliação do acesso à água potável deve contribuir diretamente para a redução de doenças relacionadas à água contaminada, além de assegurar mais dignidade e qualidade de vida às famílias indígenas.

A iniciativa integra o conjunto de ações do mandato voltadas ao fortalecimento da saúde pública, do saneamento básico e da atenção às populações indígenas em Mato Grosso do Sul, com foco na ampliação do acesso a serviços essenciais.







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